terça-feira, 7 de abril de 2015

"Quem me dera ser uma ave"

Aqui está algo diferente, só porque a minha avó gostou :)
"Entro no carro e seguimos viagem. És tu quem vai a conduzir e eu venho apenas encher o carro como uma presença ausente, alguém que está mas é como se não tivesse. Está uma manhã radiante, o sol ilumina toda a paisagem que eu venho a admirar e começo a pensar, como será ser livre?
Nisto vejo uma ave, uma ave a levantar voo e penso como seria bom eu ser aquela ave. Poder ser uma ave, era sinónimo de poder ser livre. Essa pode ir para onde quer, para onde deseja, para onde se sente confortável, faz o seu próprio ninho, cria as suas pequenas crias, faz tudo quanto quer e não quer, sobrevive e vive sem que ninguém lhe imponha regras, ou que lhe diga que não é aquilo que deve fazer. São completamente livres. Ah, quem me dera ser uma ave!
Continuo a reparar nas belezas que existem na natureza e de tanto reflectir sobre a minha vida e comparando-a aquilo que vejo chego à conclusão que me identifico como uma árvore. Não uma árvore que é plantada pelos humanos, nem aquelas que são tratadas com amor e carinho. Sou uma árvore em que as suas sementes foram levadas pelo vento e no meio do nada, nasceu por acaso. É, nasceu por acaso e em todo a vida única coisa a que se afeiçoou foi às aves que lá pousaram, cantaram, permaneceram um tempo, mas logo depois, mudaram de árvore. Triste árvore sou eu, que aguento tempestades sem conta, sem poder dizer nem ai, nem ui e sem ter os pássaros para me confortar. Já aguentei tantas tempestades e tantas chuvas miudinhas que à minha volta só se vê água pois as minhas raízes já não têm capacidade de absorver nada. E eu identifico-me a uma árvore por isto mesmo, pelas raízes. Raízes que nos prendem a algo sem nos podermos modificar e até mesmo ao tentarmos não conseguimos. Esta árvore, que sou eu secalhar ficou presa aos pássaros, ou então aos velhos ninhos lá deixados, à espera que uma dia as velhas aves voltem.
Ah! Pudesse eu ser uma ave!"

quarta-feira, 1 de abril de 2015

1 de abril 2015

Fiambre à Americana

- 750g de fiambre
- 80g de margarina
- alguns cravinhos
- 1dl de vinho do Porto
- 1 colher de sopa de mostarda
- 1 gema de ovo
- 2 ou 3 laranjas

Num tacho largo, colocar o fiambre inteiro, ou se preferir corte-o em 2 partes iguais, juntamente com a margarina, o vinho do porto, 2 cravinhos e espremer 1 laranja.
Tapar e meter em lume brando a estufar entre 20 a 30m. Ir mexendo de vez em quando para não deixar agarrar no fundo.
Retire depois o fiambre do tacho para um tabuleiro e mete-se o molho num lugar quente. Misturamos a colher de mostarda com a gema de ovo, mexer bem, e de seguida com um pincel espalhar abundatemente a parte de cima do fiambre e levar ao forno a alourar.
Retiramos do forno e corte metade do fiambre e cortes em fatias finas. Num prato, colocar a parte que está inteira do fiambre e a que está cortada à frente. Coloque o molho por cima do fiambre e as laranjas aos losangos de lado com um pouco de salsa e cravinho.